Nossa metodologia de letramento digital
FOTO DE CAPA
As atividades do projeto SER NAS ESCOLAS são realizadas como um conjunto de ações que se complementam e se alternam, para fazer interagir os diversos grupos envolvidos: COMUDI, MULTHLAB, DEMULTS, estudantes e docentes de ensino médio e de ensino fundamental e estagiários de PIBID/UFPE.
Nossas atividades estão pautadas pela compreensão de aprendizados coletivos e de espaços de compartilhamento, que seguem sendo criados ao longo da execução do projeto.
Assim, frequentamos por 4 meses a EREM Cândido Duarte, localizada em Apipucos/Recife, ocupando espaços físicos como o auditório, a biblioteca e salas de aula; e espaços pedagógicos, durante as aulas de língua portuguesa com a professora Mônia Cavalcanti. Interagimos ali com estudantes de 3 turmas do 1º ano do Ensino Médio, cerca de 70 meninas e meninos na faixa de idade entre 14 e 16 anos. Dessa interação resultaram criações textuais que estão postadas na seção Cultura Digital.
A parceria com escolas vem da compreensão de que os espaços digitais podem ser vivenciados como lugares críticos e criativos. Para isto, a revista eletrônica SER se coloca como um espaço para ressignificação dos usos do virtual e das tecnologias digitais no sentido do aprofundamento, da diversidade, da continuidade de atenções e tratamentos a sujeitos e a questões na convivência social complexa de um mundo globalizado e conectado.
A execução da revista se dá através de um processo coletivo do pensar/agir, envolvendo as seguintes ações:
Reuniões semanais da equipe do projeto;
Equipe aberta a novas e novos integrantes;
Definição de materiais e práticas pedagógicas conforme as demandas das escolas e turmas de estudantes;
Atuação da equipe de modo a somar competências e saberes;
Produção semanal de materiais para publicação, conforme interesses de pesquisa;
Visitas às escolas para debates com docentes e discentes e formação das equipes locais;
Editoração da revista eletrônica SER;
Nas escolas, nossa metodologia, com base na comunicação dialógica e co-laborativa e numa pedagogia libertadora (Paulo Freire, 2017), se volta para o protagonismo dos sujeitos envolvidos, desde a formação de consensos sobre o que, o porquê e o como trabalhar, até a escolha dos resultados a que se pretende chegar. Dessa forma, organizamos as atividades na EREM Prof. Cândido Duarte em reuniões com a participação de todas e todos os envolvidos, ocasião em que ficou definido que abraçamos nesse momento o tema da Rede Estadual de Educação de Pernambuco para 2026, “Educação para a Cidadania Digital e Midiática: formando cidadãs e cidadãos críticos e responsáveis”, pelos diálogos e aproximações que permite com nossa proposta.
Em fevereiro de 2026 definimos nossa atuação nas 3 turmas do 1º ano e construímos um cronograma de atividades na escola com a previsão de 5 encontros por turma, em semanas seguidas. Aconteceram efetivamente 7 encontros com cada turma, dispersos pelos meses de março a junho, por conta das dinâmicas da vida escolar. Fizemos a distribuição de nossa equipe pelas turmas da Cândido Duarte e nos horários das aulas de língua portuguesa. E, a partir daí, planejamos materiais didáticos e de referência e debatemos acerca das abordagens possíveis.
Os encontros com as turmas foram, então, conduzidos em 3 tempos de abordagem:
A apresentação do projeto, da questão do digital e das Ciências Sociais, do que saíram os temas que foram trabalhados
Discussões sobre os temas e seus desdobramentos, sobretudo nas redes digitais
Produção de materiais sobre os temas abordados para publicação aqui.
ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA - FREIRE
Durante todo o processo, registramos as atividades em um Diário de Campo coletivo, na forma de um arquivo Google Docs compartilhado entre toda a equipe. Também registramos os encontros na escola em fotos. Foi a partir deste material que produzimos o presente relato na forma de blog, apresentando nosso passo a passo, as reflexões advindas do trabalho e as produções digitais realizadas pelos estudantes.

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